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Nossa Filosofia

O ser humano pertence à categoria dos animais gregários. Historicamente, há uma clara tendência de as pessoas congregarem-se para compartilhar interesses comuns no que tange a seitas, religiões, aspectos culturais, raças e nacionalidades, hobbies, conhecimentos técnicos e/ou científicos, atividades de comércio e produção industrial, aspectos profissionais e corporativos, ideais políticos, entre outros.

Olhando para o passado, verificamos que as sociedades mais bem sucedidas de todos os tempos, foram sempre aquelas em que nações ou grupos de indivíduos foram capazes de construir instituições fortes, com base em associações deste tipo, e em amplo debate de idéias, princípios, metas e mecanismos de consecução.

No Brasil, identificam-se inúmeros casos de instituições, que surgiram naturalmente da necessidade de certos grupos gerir e fazer fluir de forma mais ou menos organizada seus interesses comuns. Os exemplos mais bem sucedidos encontram-se dentre as agremiações sócio-culturais (clubes, grêmios, e associações desportivas em geral, blocos carnavalescos e escolas de samba, etc.), com destaque para aquelas envolvidas com o carnaval e o futebol, dois grandes talentos naturais do brasileiro.

É notório, entretanto, que expressivo segmento de instituições, que nos países mais desenvolvidos surgem de modo expontâneo, em função dos próprios interesses e demandas da sociedade, e acabam se tornando veículos de aglutinação e desenvolvimento de toda uma gama de conhecimentos e técnicas afetas aos temas objeto de sua criação, freqüentemente convertendo-se em organismos que aglutinam grande saber e autoridade em relação aos mesmos, ao ponto de chegar a promulgar normas e regulamentos que eventualmente adquirem estatura internacional, no caso do Brasil ou não existem, ou quando existem são criadas e/ou tuteladas pelo Estado, nem sempre cumprindo a contento os desígnios que delas se poderia esperar.

Falamos aqui indistintamente de organizações ligadas às letras, às artes, à ciência e tecnologia, à cultura, ao desporto, etc., dentre uma ampla gama de atividades comuns à humanidade. Nós da AINST, entendemos que a nação brasileira passa atualmente por um processo de amadurecimento notável, que seguramente levará a uma maior participação de profissionais das mais diversas especialidades, na construção de uma sociedade mais consciente, objetiva, organizada, produtiva, e justa, tomando as rédeas de seu destino das mãos de uma poderosa fauna de próceres e espertalhões de todo o tipo, cujo notório e deliberado objetivo, apesar de não declarado, tem sido conservar e reproduzir o "status quo" para não perder poder e privilégios, e que, consumindo mal e de forma perdulária os escassos recursos disponíveis, têm historicamente contribuído para bloquear a democratização do conhecimento e do acesso a condições dignas de vida e cidadania para a grande maioria de nossos compatriotas.

Entendemos que cada pequena célula organizada que assuma postura de vetor de transformação, configura-se como poderoso elo de uma corrente que já vem se formando há algum tempo, de forma natural e invisível, e que é, ao nosso ver, a principal responsável pelo amadurecimento de que falamos.

Não advogamos aqui nenhuma ruptura do tecido social, ou forma heterodoxa de luta. Falamos de algo muito mais sutil, consistente, e poderoso, que é o poder de transformação pelo conhecimento, pelo uso racional da tecnologia, pela participação geral na discussão de normas e regulamentos que afetam o dia a dia do cidadão, em resumo, pelo exercício pleno da cidadania, cada qual atuando nas áreas que conhece melhor.

Entendemos que a AINST constitui-se em uma destas células, e, além de contribuir para o aprofundamento e disseminação do conhecimento requerido aos profissionais das áreas afins à sua atuação, pode e deve interferir construtivamente em todos os assuntos que demandem o conhecimento especializado detido por seus membros.

Entendemos ainda que uma instituição sólida se constrói com trabalho, dedicação, idéias, e abnegado esforço pessoal dos voluntários que com ela colaboram.

ZCR